Argumentos

Essa dica procura definir o que é um argumento e explicar porque precisamos deles em nossos ensaios acadêmicos.

Argumentos estão em todo lugar

Você talvez se surpreenda ao ouvir que a palavra "argumento" não têm que estar escrita em lugar algum em seu ensaio, paper ou artigo para ser um parte importante de sua tarefa. Na verdade, criar um argumento  — expressando um ponto de vista sobre um assunto e apoiando-o em evidências — é sempre o objetivo da escrita acadêmica. Seus professores podem assumir que você sabe disso e assim podem não explicar a importância dos argumentos para você na sala de aula. Nevertheless, if your writing assignment asks you to respond to readings and class discussion, your instructor likely expects you to produce an argument in your paper.
A maioria do material que você estuda na faculdade é ou foi debatido por alguém, em algum lugar, em algum momento. Mesmo quando o material que você lê ou ouve é apresentado como simples "fato," pode ser apenas a interpretação de uma pessoa de um conjunto de informações. Em seus escritos, os professores podem solicitá-lo a questionar esta interpretação e defendê-la, refutá-la ou oferecer um ponto de vista alternativo. Nos trabalhos escritos, você quase sempre necessitará fazer mais do que apenas apresentar informações que reuniu ou regurgitar fatos que foram discutidos em sala de aula. Você precisará selecionar um ponto de vista e fornecer evidências (em outras palavras, usar "argumentos") para formar o material e oferecer sua interpretação do material.
Se você pensa que "fato," não argumento, comanda o pensamento inteligente, considere estes exemplos. Em algum ponto, as grandes mentes da Europa Ocidental acreditavam firmemente que a terra era plana. Eles assumiam que este era um fato simplesmente irrefutável. Você é capaz de discordar agora porque as pessoas que confundiram argumento com culpa tentaram estabelecer um melhor argumento e provar o contrário. Diferenças de opinião é a maneira pela qual o conhecimento humano se desenvolve e acadêmicos, assim como seus professores gastam suas vidas engajados em debates sobre o que pode ser entendido como "verdade", "real" ou "certo" em seus campos, eles querem que você se envolva em tipos similares de pensamento crítico.
Argumentação não é apenas o que seus professores fazem. Todos nós usamos a argumentação na nossa vida cotidiana, e você provavelmente já tem alguma habilidade de elaborar um argumento. Quanto mais você melhora suas habilidades nesta área, melhor você será em pensar de forma crítica, arrazoar, fazer escolhas e pesar evidência.



Fazendo uma afirmação

O que é um argumento? Na escrita científica, um argumento é comumente uma ideia principal, frequentemente chamada de "afirmação" ou "tese", apoiada com evidências que corroboram a ideia. Na maioria dos artigos de faculdade, você precisará alguns tipos de afirmação e usos de evidências para apoiá-los, e sua habilidade de fazê-lo bem irá separar seus trabalhos daqueles dos estudantes que vêem os trabalhos como mera acumulação de fatos e detalhes. Em outras palavras, já se foram os dias felizes em que se dava um "tópico" sobre o qual você poderia escrever qualquer coisa. Chegou a hora de afirmar publicamente e povar porque esta seria uma boa posição para um ser humano pensante adotar.
Afirmações podem ser tão simples como "Prótons são carregados positivamente e elétrons são carregados negativamente," com evidências tais como, "Neste experimento, prótons e elétrons agem de tais e tais formas." Afirmações podem ser tão complexas como "O fim do sistema sulafricano de apartheid foi inevitável," utilizando a razão e evidência tais como, "Toda revolução bem sucedida na era moderna aconteceu depois do governo no poder conceder e depois retirar pequenas concessões ao grupo em ascensão." Em ambos os casos, o resto de seu trabalho irá detalhar as razões e evidências que levou você a acreditar que sua posição é a melhor.
Ao começar a escrever um a paper, pergunte-se, "Qual é o meu ponto?" Por examplo, o ponto desta dica é ajudar você a se tornar um escritor melhor, e estamos argumentando que um passo importante no processo de escrever argumentos efetivos é entender o conceito de argumentação. Se seus papers não têm um ponto principal, eles não argumentam nada. Perguntar-se qual é o seu ponto pode lhe ajudar a evitar uma "informação inútil." Considere isto: seus professores provavelmente sabem mais do que você sobre um assunto. Porque, então, você iria querer dar a eles um material que eles já sabem? Os professores estão frequentemente procurando por duas coisas:
  1. Provar que você entende o material, E
  2. Uma demonstração de sua habilidade de usar ou aplicar o material de formas que vão além do que você leu ou ouviu.
Esta segunda parte pode ser feita de muitas formas: você pode critiar o material, aplicá-lo a uma outra coisa, ou mesmo apenas explicar de uma forma diferente. Para ser bem sucedido nesse segundo passo, entretanto, você deve ter um ponto particular para argumentar.
Argumentos na escrita acadêmica são usualmente complexo e levam tempo para desenvolver. Seu argumento precisam ser mais do que uma afirmação simples e óbvia tal como: "Frank Lloyd Wright foi um grande arquiteto." Tal afirmação deve conter suas impressões iniciais de Wright como você o estudou em classe; entretanto, você precisa se aprofundar e expressar especificamente o que causou esta "grandeza." Seu professor provavelmente esperará algo mais complicado, como "A arquitetura de Frank Lloyd Wright  combina elementos do modernismo Europeu, formas estéticas asiáticas, e localmente encontrou materiais para criar um novo estilo singular," ou "Há muitas fortes similaridades entre os desenhos dos edifícios de  Wright e aqueles de sua mãe, que sugere que ele pode ter emprestado algumas de suas ideias." Desenvolver seus argumentos, você então definiria seus termos e provaria sua afirmação com evidência dos desenhos e edificações de Wright e aqueles de outros arquitetors que você mencionou.

Evidência

Não esqueça de sempre ter um ponto, um foco. Você tem que apoiar seu ponto com evidências. A força de sua evidência, e o uso que você faz dela, pode fazer ou prejudicar seu argumento. Você já deve ter uma inclinação para este tipo de pensamento, se não em um contexto acadêmico. Pense sobre como você fala com seus pais para que eles emprestem o carro da família [esse é um argumento tipicamente americano]. Você apresenta a eles um monte de exêmplos de como você foi confiável em seu passado? Você tenta que eles se sintam culpados porque todos os filhos de seus pais dirigem? Você reclama até que eles só queiram que você se cale? Você procura estatísticas sobre jovens na direção e as utiliza para mostrar como você não se encaixa nesse perfil perigoso? Todos estes são tipos de argumentação, e eles existem na academia em formas similares.
Cada campo têm exigências mínimas para aceitação de evidências, assim familiarize-se com alguns argumentos internos do campo ao invés de apenas aplicar qualquer evidência que você mais goste. Preste atenção a seus livros-texto e as aulas de seus professores. Que tipo de argumentos e evidências eles estão utilizando? O tipo de evidência que mexe com um professor de inglês pode não funcionar com um professor de sociologia. Descubra o que conta como prova de que algo é verdadeiro naquele campo. É a estatística, um desenvolvimento lógico de pontos, algo do objeto discutido (artesanato, cultura ou átomo), a forma que algo funciona, ou alguma combinação de mais de uma dessas coisas?
Seja consistente com suas evidências. Ao contrário de negociar o uso do carro de seus pais, um trabalho de faculdade não é o lugar para uma completa blitz de todo tipo de argumento. Você pode frequentemente utilizar mais de um tipo de evidência em um trabalho, mas certifique-se de que em cada seção você está fornecendo evidências ao leitor apropriadas a cada afirmação. Assim, se você inicia um parágrafo ou seção com uma afirmação como "Colocar os assentos dos estudantes perto ao campo de basquete irá aumentar a performance do jogador," não irá combinar com sua evidência sobre quanto dinheiro a universidade pode levantar ao deixar mais estudantes irem a jogos de graça. Informações sobre o quanto o apoio de fãs incrementam a moral do jogador, que resultará em um melhor jogo, será um complemento melhor. Sua próxima seção pode fornecer razões porque um fera tem tanto ou mais direito de ir a um evento de estudantes quanto o alunado mais as rico — mas esta informação não iria na mesma seção das coisas referentes ao apoio dos fãs. Você não pode convencer uma pessoa confusa, então mantenha seu pensamento ordenado e coerente.

Contra-argumento

Uma forma de fortalecer seus argumentos e mostrar que você tem um profundo entendimento de um assunto que você está discutindo é antecipar e endereçar contra-argumentos ou objeções. Ao considerar o que alguém que discorda de sua posição tem a dizer sobre seu argumento, você mostra que seu pensamento considera as coisas, e que dispõe de algumas das razões que seu público pode ter para não aceitar seu argumento. Recorde nossa discussão sobre o assento dos alunos. Para tornar seus argumentos o mais efetivos possível, você deverá considerar não apenas o que os calouros têm a dizer, mas também os alunos que pagaram para conseguir melhores lugares têm a dizer.
Você pode gerar contra-argumentos perguntando-se como alguém que discorda de você pode responder a cada um dos pontos que você elaborou ou sua posição como como um todo. Se você não pode imediatamente imaginar outra posição, aqui estão algumas estratégias para tentar:
  • Pesquise mais. Pode parecer a você que ninguém possa discordar de sua posição, mas alguém provavelmente vai. Por exemplo, algumas pessoas argumentam que a Guerra Civil Americana nunca terminou. Se você está elaborando um argumento relativo, por exemplo, às consequências da Guerra Civil, você pode desejar ver o que algumas dessas pessoas têm a dizer.
  • Converse com um amigo ou professor. Outra pessoa pode ser capaz de imaginar contra-argumentos que não lhe tenham ocorrido.
  • Considere sua conclusão ou afirmação e as premissas de seu argumento e imagine alguém que nega cada um deles. Por exemplo, se você argumentou "Gatos são os melhores animais de estimação. Isto porque eles são limpos e independentes," você deve imaginar alguém dizendo "Gatos não são os melhores aniamais de estimação. Eles são sujos e carentes."
Uma vez que você tenha pensado alguns contra-argumentos, considere como você irá respondê-los — você irá conceder um ponto a seu oponente, mas explicar porque seu público deve aceitar seu argumento mesmo assim? Irá rejeitar o contra-argumento e explicar porque ele é equivocado? De toda forma, você desejará deixar seu leitor com uma impressão de que your argumento é mais forte do que os do oponente.
Quando você estiver resumindo os argumentos adversários, seja benevolente. Apresente cada argumento de forma justa e objetiva, mais do que tente fazê-lo parecer tolo. Você quer mostrar que você considerou seriamente os muitos lados do assunto e que não está simplesmente atacando ou caricaturando seus oponentes.
Usualmente é melhor considerar um ou dois contra-argumentos com alguma profundidade, do que dar uma longa, mas superficial, lista dos muitos contra-argumentos e respostas existentes.
Certifique-se que sua resposta é consistente com seu argumento original. Se considerar um contra-argumento muda sua posição, você precisará retornar e revisar argumento original  de acordo.

Público

O público é uma consideração muito importante em um argumento. Uma vida inteira de negociação com membros da família lhe ajudou a perceber que argumentos funcionam melhor para persuadir cada um deles. Talvez choramingar funcione com os pais, mas o outro apenas aceitará estatísticas frias e concretas. Seu filho pode ouvir apenas o som do dinheiro na palma de sua mão. É muito sábio pensar que seu público não concorda necessariamente com você. Você está apenas expressando seu pensamento em um argumento ("É verdade porque eu disse"), e na maioria dos casos seu público irá saber algo sobre o assunto em questão — assim você necessitará de provas sólidas. Ao mesmo tempo, At the same time, do not think of your audience as clairvoyant. You have to come out and state both your clanão pense que seu público é clarividente. Não presuma isso porque o professor conhece o assunto, ele/ela entende que parte dele você está utilizando, o que você pensa sobre ele, e porque você tomou a posição escolhida.

Leitura Crítica

A leitura crítica é uma grande parte do entendimento do argumento. Emobra algum do material que você leia seja muito persuasivo, não caia no feitiço da palavra impressa como autoridade. Muito poucos de seus professores pensam sobre os textos que assinam como a última palavra sobre o assunto. Lembre que o autor de cada texto tem uma agenda, algo que ele quer acreditar. Isso é legal — tudo é escrito a partir da perspectiva de alguém — mas é uma coisa boa ser cauteloso. (Para mais informações sobre objetividade e viés, por favor leia nossa dica sobre avaliando fontes impressas).
Tome nota tanto nas margens de sua fonte (se você está usando uma fotocópia ou seu próprio livro) ou em uma folha de papel separada enquanto você lê. Deixe de lado aquele marcador! Uma simples marcação de um texto é boa para memorização das ideias principais no texto — não encoraja a leitura crítica Parte de sua meta como leitor deveria ser por as ideias do autor em suas próprias palavras. Então você pode parar de pensar em tais ideias como fatos e começar a pensar nelas como argumentos.
Quando ler, pergunte-se algumas questões como "O que o autor está tentando provar?" e "Com o que o autor presume que eu vou concordar?" Você concorda com o autor? O autor defende adequadamente seus argumentos? Que tipo de prova ele utiliza? Há algo que ele deixa de fora que você acrescentaria? Incluir danificaria seu argumento? No momento em que você se familiariza com a leitura crítica, você começará a perceber as agendas escondidas dos outros escritores, e pode usar esta habilidade para melhorar sua própria habilidade de criar argumentos efetivos.

Trabalhos consultados

Consultamos estes trabalhos enquanto escrevíamos a versão original dessas dicas. Esta não é uma lista exaustiva sobre as dicas deste tópico e encorajamos a todos a fazer sua própria pesquisa para encontrar as últimas publicações sobre este assunto.

Anson, Chris M. and Robert A Schwegler. The Longman Handbook for Writers and Readers. 2nd ed. New York, Longman, 2000.
Booth, Wayne C. The Craft of Research. 2nd ed. Chicago: University of Chicago Press, 2003.
Ede, Lisa. Work in Progress. New York: St. Martin's Press, 1989.
Gage, John T. The Shape of Reason: Argumentative Writing in College. New York: Macmillan Publishing Company, 1991.
Lunsford, Andrea and John Ruszkiewicz. Everything's an Argument. Boston/New York: Bedford/St. Martin's, 1999.
Rosen, Leonard J. and Laurence Behrens. The Allyn & Bacon Handbook. Boston: Allyn & Bacon, 1997.

FONTE: Para consultar a fonte original deste pequeno artigo, clique no título do post.

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